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Inteligencia-emocional-Daniel-Goleman

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Em alguns estados norte-americanos e outros países, o SEL se

tornou o guarda-chuva organizador sob o qual se juntam

programas de educação do caráter, de prevenção à violência,

agressão contra colegas e drogas e de disciplina escolar. O

objetivo não é apenas reduzir a incidência desses problemas

entre alunos, mas também melhorar o ambiente escolar e, em

última instância, o desempenho acadêmico dos estudantes.

Em 1995, esbocei as evidências preliminares que sugeriam

que o SEL era um ingrediente ativo nos programas que

aperfeiçoam a aprendizagem da criança evitando problemas

como a violência. Agora é possível afirmar cientificamente:

ajudar as crianças a aperfeiçoar sua autoconsciência e

confiança, controlar suas emoções e impulsos perturbadores e

aumentar sua empatia resulta não só em um melhor

comportamento, mas também em uma melhoria considerável

no desempenho acadêmico.

Esta é a grande notícia contida em uma metanálise de 668

estudos avaliativos de programas de SEL para crianças desde a

pré-escola até o ensino médio.1 A maciça pesquisa foi

conduzida por Ross Weissberg, que dirige a Cooperativa de

Aprendizado Acadêmico, Social e Emocional (CASEL, na sigla

em inglês) na Universidade de Illinois, em Chicago — a

organização que encabeça o esforço de levar o SEL às escolas

de todo o mundo.

Os dados mostram que os programas SEL geraram grandes

benefícios no desempenho acadêmico, conforme demonstram os

resultados de teste de desempenho e média de notas. Nas

escolas que adotaram os programas, mais de 50% das crianças

tiveram progresso nas suas pontuações de desempenho e mais

de 38% melhoraram suas médias. Os programas SEL também

tornaram as escolas mais seguras: ocorrências de mau

comportamento caíram em média 28%; as suspensões, 44%; e

outros atos disciplinares, 27%. Ao mesmo tempo, a percentagem

de presença aumentou, enquanto 63% dos alunos demonstraram

um comportamento significativamente mais positivo. No mundo

da pesquisa em ciências sociais, estes são resultados

extraordinários para qualquer programa que se destine a

promover mudanças comportamentais. O SEL cumpriu sua

promessa.

Em 1995, também propus que boa parte da eficiência do SEL

veio do seu impacto na modelagem do circuito neural em

desenvolvimento da criança, principalmente as funções

executivas do córtex pré-frontal, que controlam a memória

funcional — o que guardamos na cabeça durante o aprendizado

— e inibem impulsos emocionais destrutivos. Agora foram

encontradas as primeiras provas científicas preliminares desse

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