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4.2.3. Síntese da Análise Fatorial Microbacias (AFM) A Análise Fatorial Microbacias foi realizada com as microbacias experimentais cujos limites topográficos estão totalmente inseridos na área da fazenda com plantio de pinus. Em outras palavras, possuem as nascentes e a foz dentro da área reflorestada. A microbacia M6 foi utilizada como referência em virtude do predomínio de vegetação nativa em sua área de drenagem. As microbacias M3, M4 e M5 possuem talhões com plantios de pinus, onde foi implementado o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), decrito no Item 3.4. Foram extraídos 6 fatores na análise fatorial da microbacia M6, responsáveis por 75,5% da variância total. Os principais fatores relacionaram o efeito de diluição sobre a condutividade elétrica através do aumento dos índices pluviométricos e da vazão, e o efeito da solubilidade do oxigênio dissolvido em função da temperatura, fenômenos característicos de microbacias com predomínio de vegetação nativa e sem perturbação. Os principais fatores extraídos nas microbacias com plantio de pinus estão relacionados ao carreamento de sedimentos aos cursos de água, flutuação da temperatura da água e oscilação na concentração de OD, DBO, K e PT. A análise fatorial da microbacia M3 demonstrou que a atividade de corte raso dos pinus plantados em áreas de preservação permanente promoveu aumento nas taxas de erosão e consecutivo transporte de sedimentos aos cursos de água em eventos pluviométricos. Contudo, a elevação da carga de sedimentos no deflúvio foi de baixa intensidade e de curta duração, demonstrando que as medidas adotadas no PRAD para minimização dos impactos sobre os recursos hídricos foram eficientes. Na microbacia M4 também se observou elevação dos processos erosivos e carreamento de sedimentos pelo deflúvio após o corte dos pinus em APP. Entretanto, mesmo com as elevações nas taxas de entrada de sedimento aos cursos de água, todas as coletas mantiveram-se em conformidade com os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/2005 para rios de Classe 1. A temperatura da água do córrego da M4 apresentou maiores flutuações após a remoção da vegetação exótica das áreas de APP em virtude da perda do efeito de sombreamento proporcionado pela vegetação (efeito descrito por 150

FRITZSONS, et al. 2005) , que era responsável pelo tamponamento da temperatura da água entre os períodos de maior e menor intensidade de insolação. Este fenômeno também foi responsável pela maior variação na concentração de oxigênio dissolvido e da demanda bioquímica de oxigênio no período posterior ao corte, predominando concentrações menores após o corte dos pinus. De modo similar, a microbacia M5 apresentou tendência de maior suscetibilidade aos processos erosivos no período posterior ao corte, porém em uma intensidade ainda menor que registada nas microbacias M3 e M4. A condição de cobertura vegetal ocorrente nesta microbacia, caracterizado por plantio de pinus de forma espaçada, resultado de desbaste seletivo, com presença de espécies florestais nativas, sub-bosque e gramíneas entre os indivíduos plantados, permitiu a atenuação dos processos erosivos após o corte dos pinus. Além disto, grande quantidade de resíduos da colheita foi deixada no local, cobrindo de maneira eficiente o solo, o que também contribuiu para estabilização do solo. Outro fenômeno interessante evidenciado pela análise fatorial e análise gráfica da microbacia M5 está relacionado ao fósforo total. No período anterior ao corte verificou-se tendência de maiores concentrações de fósforo nos meses com estiagem e menores concentrações nas coletas com registro de intensa precipitação pluviométrica e vazão, indicando efeito de diluição. Contudo, no período pós-corte, registraram-se elevadas concentrações de fósforo total nas campanhas de campo com maiores volumes de precipitação e vazão, apontando para uma inversão do efeito de diluição do fósforo total com a elevação do deflúvio, para um processo de carreamento de fósforo para os cursos de água. De modo geral, os impactos da remoção da vegetação exótica das áreas de preservação permanente sobre a qualidade das águas superficiais nas microbacias experimentais foram de baixa intensidade. Destacam-se 3 fatores que foram determinantes para minimizar os impactos da etapa inicial do plano de recuperação de áreas degradadas: (1) As etapas de extração da vegetação exótica das áreas de preservação permanente foram planejadas para serem executadas em períodos com menores índices pluviométricos; (2) Adotaram-se técnicas de derrubada e transporte do material lenhoso de baixo impacto, visando minimizar as perturbações ao solo, aos cursos de água e vegetação nativa (descritas no item 3.4.2); e (3) Foram mantidos os resíduos da colheita nos talhões diminuindo a exposição do solo ao 151

4.2.3. Síntese da Análise Fatorial Microbacias (AFM)<br />

A Análise Fatorial Microbacias foi realizada com as microbacias<br />

experimentais cujos limites topográficos estão totalmente inseridos na área da<br />

fazenda com plantio <strong>de</strong> pinus. Em outras palavras, possu<strong>em</strong> as nascentes e a foz<br />

<strong>de</strong>ntro da área reflorestada. A microbacia M6 foi utilizada como referência <strong>em</strong> virtu<strong>de</strong><br />

do predomínio <strong>de</strong> vegetação nativa <strong>em</strong> sua área <strong>de</strong> drenag<strong>em</strong>. As microbacias M3,<br />

M4 e M5 possu<strong>em</strong> talhões com plantios <strong>de</strong> pinus, on<strong>de</strong> foi impl<strong>em</strong>entado o Plano <strong>de</strong><br />

Recuperação <strong>de</strong> Áreas Degradadas (PRAD), <strong>de</strong>crito no It<strong>em</strong> 3.4.<br />

Foram extraídos 6 fatores na análise fatorial da microbacia M6, responsáveis<br />

por 75,5% da variância total. Os principais fatores relacionaram o efeito <strong>de</strong> diluição<br />

sobre a condutivida<strong>de</strong> elétrica através do aumento dos índices pluviométricos e da<br />

vazão, e o efeito da solubilida<strong>de</strong> do oxigênio dissolvido <strong>em</strong> função da t<strong>em</strong>peratura,<br />

fenômenos característicos <strong>de</strong> microbacias com predomínio <strong>de</strong> vegetação nativa e<br />

s<strong>em</strong> perturbação.<br />

Os principais fatores extraídos nas microbacias com plantio <strong>de</strong> pinus estão<br />

relacionados ao carreamento <strong>de</strong> sedimentos aos cursos <strong>de</strong> água, flutuação da<br />

t<strong>em</strong>peratura da água e oscilação na concentração <strong>de</strong> OD, DBO, K e PT.<br />

A análise fatorial da microbacia M3 d<strong>em</strong>onstrou que a ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> corte<br />

raso dos pinus plantados <strong>em</strong> áreas <strong>de</strong> preservação permanente promoveu aumento<br />

nas taxas <strong>de</strong> erosão e consecutivo transporte <strong>de</strong> sedimentos aos cursos <strong>de</strong> água <strong>em</strong><br />

eventos pluviométricos. Contudo, a elevação da carga <strong>de</strong> sedimentos no <strong>de</strong>flúvio foi<br />

<strong>de</strong> baixa intensida<strong>de</strong> e <strong>de</strong> curta duração, d<strong>em</strong>onstrando que as medidas adotadas<br />

no PRAD para minimização dos impactos sobre os recursos hídricos foram<br />

eficientes.<br />

Na microbacia M4 também se observou elevação dos processos erosivos e<br />

carreamento <strong>de</strong> sedimentos pelo <strong>de</strong>flúvio após o corte dos pinus <strong>em</strong> APP.<br />

Entretanto, mesmo com as elevações nas taxas <strong>de</strong> entrada <strong>de</strong> sedimento aos cursos<br />

<strong>de</strong> água, todas as coletas mantiveram-se <strong>em</strong> conformida<strong>de</strong> com os limites<br />

estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/2005 para rios <strong>de</strong> Classe 1.<br />

A t<strong>em</strong>peratura da água do córrego da M4 apresentou maiores flutuações<br />

após a r<strong>em</strong>oção da vegetação exótica das áreas <strong>de</strong> APP <strong>em</strong> virtu<strong>de</strong> da perda do<br />

efeito <strong>de</strong> sombreamento proporcionado pela vegetação (efeito <strong>de</strong>scrito por<br />

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