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Max Heindel - Fraternidade Rosacruz no Rio de Janeiro

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<strong>Max</strong> <strong>Hein<strong>de</strong>l</strong> – Conceito <strong>Rosacruz</strong> do Cosmos<br />

renascer, em prejuízo da raça, por não encontrarem pais suficientemente puros para<br />

proporcionar-lhes os veículos físicos convenientes.<br />

A função sexual tem seu lugar na eco<strong>no</strong>mia do mundo. Quando empregada<br />

<strong>de</strong>vidamente, fornece corpos, fortes e cheios <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> que o homem necessita para o seu<br />

<strong>de</strong>senvolvimento. Não há maior bênção para o Ego. Quando, inversamente, <strong>de</strong>la se abusa,<br />

não há maior <strong>de</strong>sgraça, converte-se num manancial <strong>de</strong> todos os males, a verda<strong>de</strong>ira herança<br />

da carne.<br />

É uma gran<strong>de</strong> verda<strong>de</strong> que “nenhum homem vive somente para si”. As <strong>no</strong>ssas<br />

palavras e ações afetam constantemente os outros. Se agirmos retamente, po<strong>de</strong>mos ajudar<br />

ou prejudicar vidas mas se <strong>de</strong>scuidamos <strong>no</strong>ssos <strong>de</strong>veres po<strong>de</strong>mos frustá-las. Primeiramente,<br />

dos que estão em imediato contato co<strong>no</strong>sco; <strong>de</strong>pois, dos habitantes da Terra e, talvez ainda,<br />

outras além.<br />

Ninguém tem o direito <strong>de</strong> procurar a vida superior sem ter cumprido antes seus<br />

<strong>de</strong>veres para com a família, o país e a raça humana. Deixar tudo <strong>de</strong> lado, egoisticamente, e<br />

viver unicamente para o próprio <strong>de</strong>senvolvimento espiritual é tão repreensível como<br />

<strong>de</strong>sinteressar-se absolutamente pela vida espiritual. Antes, é ainda pior. Quem cumpre seus<br />

<strong>de</strong>veres na vida ordinária da melhor maneira que po<strong>de</strong>, <strong>de</strong>dicando-se ao bem-estar dos que<br />

<strong>de</strong> si <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m, está cultivando a faculda<strong>de</strong> fundamental, o <strong>de</strong>ver. E, certamente, avançará<br />

tanto que <strong>de</strong>spertará à chamada da vida superior. Apoiado <strong>no</strong> <strong>de</strong>ver anteriormente<br />

cumprido, encontrará gran<strong>de</strong> auxílio nesse trabalho. O homem que <strong>de</strong>liberadamente volta<br />

as costas aos <strong>de</strong>veres atuais para <strong>de</strong>dicar-se à vida espiritual, com certeza será coagido a<br />

voltar ao caminho do <strong>de</strong>ver, do qual se afastou equivocadamente. Não po<strong>de</strong>rá escapar sem<br />

que tenha aprendido a lição.<br />

Certas tribos da Índia fazem muito boa divisão <strong>de</strong> sua vida: os primeiros 20 a<strong>no</strong>s<br />

são <strong>de</strong>dicados à educação; dos 20 aos 40 <strong>de</strong>dicam-se à criação da família, o resto do tempo<br />

é aplicado <strong>no</strong> <strong>de</strong>senvolvimento espiritual, sem nenhum cuidado físico que incomo<strong>de</strong> ou<br />

distraia a mente. Durante o primeiro período a criança é mantida por seus pais. No segundo,<br />

o homem, além <strong>de</strong> sustentar a família, cuida dos pais, enquanto eles estão <strong>de</strong>dicando sua<br />

atenção às coisas elevadas e, durante o resto da vida, é mantido por seus filhos.<br />

É um método muito bom, completamente satisfatório para um povo que, totalmente,<br />

do berço ao túmulo, sente necessida<strong>de</strong>s espirituais. Aliás, em tal extensão que<br />

equivocadamente <strong>de</strong>scuidam o <strong>de</strong>senvolvimento material, salvo quando se vêem impelidos<br />

pelo látego da necessida<strong>de</strong>. Os filhos sustentam carinhosamente os pais, seguros <strong>de</strong> que, por<br />

sua vez, serão sustentados pelos seus filhos e po<strong>de</strong>rão <strong>de</strong>dicar-se por completo à vida<br />

superior, <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> terem cumprido seus <strong>de</strong>veres para com o seu país e a humanida<strong>de</strong>. No<br />

mundo oci<strong>de</strong>ntal, on<strong>de</strong> as necessida<strong>de</strong>s espirituais não são sentidas e o homem corrente se<br />

<strong>de</strong>senvolve só materialmente, tal <strong>no</strong>rma <strong>de</strong> vida seria impossível <strong>de</strong> realizar-se.<br />

A aspiração espiritual precisa ser amadurecida pelo tempo e só chega quando se<br />

obtém as condições particulares sob as quais <strong>de</strong>vemos procurar satisfazê-la. É preciso<br />

suportar qualquer <strong>de</strong>ver que pareça uma restrição. Se o cuidado da família impe<strong>de</strong> alguém<br />

<strong>de</strong> consagrar-se inteiramente àquilo que <strong>de</strong>seja, não seria justificado que o aspirante<br />

<strong>de</strong>scuidasse seus <strong>de</strong>veres, <strong>de</strong>dicando todo seu tempo e energia a propósitos espirituais.<br />

Deve-se fazer esforços para satisfazer tais aspirações, mas <strong>de</strong> modo a não<br />

interferirem com os <strong>de</strong>veres da família.<br />

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